Diretor de comunicação do Cruzeiro, Valdir Barbosa descartou com veemência, nesta segunda-feira, qualquer possibilidade de o clube afastar o meia Thiago Neves.
A informação foi divulgada por repórteres do portal Gazeta Esportiva, da Rádio Jovem Pan e da Record TV nesta tarde. Diante disso, o nome do jogador chegou a figurar entre os temas mais comentados do Twitter.
De acordo com o dirigente, porém, o tema “nem sequer chegou a ser discutido” dentro do clube, mesmo diante das animosidades entre o camisa 10 e o técnico Rogério Ceni.
Não foi discutido isso em momento algum. Não há a menor possibilidade. Os jogadores se reapresentam amanhã (terça-feira) normalmente”, afirmou Valdir em contato com o Superesportes.
Empresário de Thiago Neves, Leandro Lima também garantiu que o jogador não foi informado de qualquer decisão nesse sentido. “Não sei de nada disso. Se tiver alguma coisa oficial, vocês (imprensa) vão ficar sabendo”, garantiu à reportagem.

A polêmica

O primeiro capítulo da polêmica envolvendo Thiago e Rogério aconteceu logo depois da eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil. Após a derrota por 3 a 0 para o Internacional, ainda no Beira-Rio, o camisa 10 disparou contra as decisões do treinador.
“É um jogo diferente, a gente precisou se adaptar. Na minha opinião, você mudar três ou quatro jogadores em uma decisão fora de casa é muita coisa, em um time que já vem formado”, disse. “A gente ficou sabendo na preleção, sei lá, duas ou três horas antes do jogo. Na minha opinião, achei muito em cima da hora”, complementou.

Rogério respondeu em entrevista coletiva nesse domingo, depois da goleada sofrida pelo Cruzeiro para o Grêmio por 4 a 1, no Independência. Ele negou que tenha anunciado a escalação três horas antes da partida e deu sua versão para a polêmica.

“A escalação nunca é divulgada só três horas antes do jogo. Quero deixar isso bem claro. Mas tenho o maior respeito. E mais do que amigo ou emocional, sou profissional. Entendo o nervosismo na saída do jogo, é um momento difícil, você quer tentar uma explicação. Mas não temos um ou outro jogador culpado”, disse.
“Não estamos aqui para crucificar o Thiago, algo assim. Muito pelo contrário, é um jogador que tem uma história no clube. Dentro de suas melhores condições e com a cabeça boa, é um jogador importante para a gente. Às vezes o que aconteceu, acredito muito na declaração do Thiago, foi porque viu um amigo no banco de reservas, que, no caso, foi o Edilson”, complementou.
De acordo com o diretor de futebol do Cruzeiro, Marcelo Djian, treinador e jogador se reuniram na semana passada e apararam as arestas. À Rádio 98FM, o dirigente garantiu que “tudo foi resolvido internamente”
Fonte: Super Esportes